Peggy Knobloch tinha nove anos em 2001 quando desapareceu, sem deixar rasto, no Estado alemão da Baviera. Um homem encontrou, este sábado, ossadas numa floresta e alertou as autoridades, que relacionam o achado com a menina desaparecida há 15 anos.

O caso arrastou-se no tempo e agora as autoridades acreditam ter o fio condutor para as respostas sobre o que terá acontecido à criança. A imprensa internacional escreve que os restos mortais foram encontrados por um homem que estava numa floresta no Estado da Turíngia, a norte da Baviera, para apanhar cogumelos e que, mais tarde, chamou a polícia ao local.

As autoridades alemãs, citadas pela BBC, dizem que existe "muita probabilidade" dos restos mortais encontrados serem de Peggy Knobloch, mas "ainda não há 100 por cento de certeza". Os investigadores vão realizar testes de ADN para, então, associarem oficialmente o achado ao caso da menina alemã.

As semelhanças entre a criança alemã e a Madeleine McCann levaram alguns órgãos de comunicação internacionais a chamar Peggy de “Maddie alemã”. Ambos os casos mexeram com a opinião pública e continuam por resolver. Maddie desapareceu em 2007 enquanto passava férias com os pais num aldeamento turístico na praia da Luz, no Algarve.

Peggy Knobloch desapareceu em 2001 e Maddie McCann em 2007

Peggy Knobloch tinha nove anos e regressava da escola a 5 de maio de 2001 quando desapareceu. Durante semanas, policia e militares alemães realizaram buscas na área de residência da menor.

O caso ganhou proporções internacionais quando surgiram relatos de que a criança tinha sido avistada na República Checa e na Turquia, acreditava-se nessa altura que Peggy teria sido vítima de sequestro.

Com o passar do tempo e a falta de pistas sobre o paradeiro da criança, as autoridades consideraram a tese de homicídio.

Em 2002, um homem com problemas mentais confessou ter morto a criança por, alegadamente, ter abusado sexualmente desta e temer ser descoberto. Mais tarde, o suspeito retirou a confissão, mas acabou condenado, em 2004, a prisão perpétua e foi conduzido para um hospital psiquiátrico para cumprir a pena. Decorridos dez anos, a sentença foi anulada e o homem acabou por sair em liberdade.

Até ao momento, nenhuma outra pessoa foi implicada no desaparecimento de Peggy Knobloch.