Dez rinocerontes negros morreram no Parque Nacional Tsavo Este, no Quénia. Faziam parte de um grupo de onze rinocerontes que tinham sido transferidos para aquele parque com o objetivo de iniciar ali uma nova população e, assim, aumentar a taxa de crescimento da espécie.

De acordo com a BBC, os oficiais do Serviço de Vida Selvagem do Quénia (KWS) responsáveis pelo transportes, que aconteceram em junho, foram já considerados culpados pelas mortes dos animais. Na sequência da tragédia, várias autoridades da vida selvagem foram suspensas.

O único rinoceronte negro que sobreviveu ao transporte para o Parque Nacional de Tsavo foi atacado por leões, anunciou o ministro do Turismo do Quénia, Najib Balala. O animal está a ser tratado e continua a ser acompanhado. 

Oito dos animais que foram transportados vieram do Parque Nacional de Nairobi e outros três do Parque Nacional Nakuru.

Segundo o ministro, as necrópsias realizadas a oito das vítimas determinou que os animais morreram devido ao stress da viagem, por terem ingerido água salgada, bactérias e úlceras gástricas.

Numa altura em que três rinocerontes são caçados, em média, por dia, por causa dos chifres, qualquer perda é particularmente dolorosa", disse Mohamed Awer, fundador do Fundo Mundial para a Natureza do Quénia (WWF).

Com cerca de 5 mil rinocerontes espalhados por todo o mundo, o rinoceronte negro está criticamente ameaçado. Os animais são alvo de caçadores furtivos, em busca dos chifres, que são muito procurados, sobretudo na Ásia, onde são usados para fins medicinais.