A Assembleia Nacional de França aprovou esta terça-feira por ampla maioria a polémica nova lei antiterrorista, criticada por limitar as liberdades civis ao incorporar na legislação medidas excecionais até aqui limitadas à vigência do estado de emergência.

A lei foi aprovada em primeira leitura por 415 votos a favor, 127 contra e 19 abstenções.

A votação ocorre após uma semana de aceso debate e dois dias depois do esfaqueamento mortal de duas jovens em Marselha, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, que aumentou para 241 o número de pessoas mortas em atentados em França desde 2015.

O diploma aumenta os poderes das autoridades administrativas, como as câmaras municipais e do Ministério do Interior, para notificar alguém, fazer buscas em residências e até fechar locais de culto.

Os poderes da polícia passarão a ser reforçados, tendo em vista o fim do estado de emergência, que dura há mais de dois anos e deverá terminar a 1 de novembro.