Salah Abdeslam não disse nada aos juízes franceses. O único sobrevivente do comando extremista que perpetrou os atentados de Paris de novembro de 2015, foi interrogado pela primeira vez em França esta sexta-feira, mas, segundo o seu advogado, manteve-se em silêncio no tribunal.

Durante meses, Abdeslam foi o fugitivo mais procurado da Europa. O suspeito de terrorismo foi encontrado e detido a 18 de março no bairro de Molenbeek, em Bruxelas, depois de uma mega operação das autoridades belgas.

França pediu a sua extradição e Abdeslam foi transferido para a prisão francesa de Fleury-Merogis a 27 de abril.

Amigo de infância de Abdelhamid Abaaoud, que se acredita ser o líder do grupo, Abdeslam é tido como essencial nos ataques de 13 de novembro e na sua preparação. Os atentados provocaram 130 mortos.

Francês de origem marroquina, nascido em Bruxelas há 26 anos, Salah Abdeslam foi acusado por um juiz francês de homicídio e de associação com um grupo terrorista.

Segundo o advogado Franck Berton, o suspeito foi acusado igualmente de posse de armas e de explosivos.