O ministro iraquiano dos Negócios Estrangeiros disse, no sábado, em Viena, onde decorreram conversações internacionais sobre a guerra na Síria, que os serviços secretos do seu país obtiveram informações de que a "Europa em geral", especificamente a França, os Estados Unidos e o Irão estavam entre os países que seriam alvos de ataques terroristas.

"As informações obtidas pelos serviços secretos iraquianos de alvos terroristas apontam para a Europa em geral, especificamente a França, mas também os Estados Unidos e o Irão", afirmou  Ibrahim al-Jaafari, em declarações proferidas à margem da cimeira de paz para a Síria, que decorreu na Áustria.

O governante iraquiano adiantou, ainda, que estes países foram avisados das ameaças.


A agência Reuters escreve que tanto o ministro como um porta-voz do governo iraquiano recusaram avançar mais detalhes sobre estas ameaças, concretamente se os atacantes seriam do Estado Islâmico e quando seriam cometidos os atentados, mas que os recentes ataques em França, no Líbano e no Egipto "requerem uma resposta global" àquele grupo jihadista.

Também hoje, um dos principais especialistas israelitas em serviços secretos contou que a França foi alertada nas últimas semanas para um notório aumento das comunicações entre grupos jihadistas no Médio Oriente e possíveis ativistas locais.

“As comunicações tinham como destino várias cidades em França”, assegurou o jornalista Ronen Bergman, do diário “Yediot Aharonot”, que cita fontes nos serviços secretos israelitas e ocidentais.

A informação surgiu um dia depois de Paris ter sido alvo de seis ataques terroristas, que causaram 129 mortos e 99 feridos críticos.

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