O Estado Islâmico divulgou um vídeo neste sábado, depois dos atentados na cidade de Paris que vitimaram pelo menos 127 pessoas, a pedir a todos os militantes que não consigam viajar para Síria que ataquem a França.

"Vocês têm ordens para combater os infiéis onde quer que os encontrem. Do que estão, então, à espera? Há armas e carros disponíveis e alvos prontos a serem atingidos", disse um militante do Estado Islâmico, ladeado por mais jihadistas, segundo escreve a agência Reuters. 

"Até veneno está à vossa disposição. Por isso, envenenem a água e a comida de pelo menos um dos inimigos de Alá", dizem os terroristas.



A agência Reuters dá conta de que um passaporte sírio e um egípcio foram encontrados junto ao Estádio de França. O documento estava junto aos restos mortais de um bombista suicida que se fez explodir junto ao Estádio de França, segundo fonte próxima da investigação.

Há também já a informação de um dos atiradores foi identificado como sendo francês.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, condenou os ataques em Paris mas diz que o terror por que passaram os franceses na noite de sexta-feira é "semelhante" àquele que o seu povo tem enfrentado nos últimos anos de guerra civil e uma consequência da política francesa para o Médio Oriente.

"O terror selvático que a França sofreu é o mesmo que o povo sírio tem enfrentado nos últimos cinco anos", afirmou Assad, citado pelas agências internacionais, reiterando:  "Os atentados terroristas que visaram a capital francesa não podem ser separados do que aconteceu na capital libanesa, Beirute, recentemente, e do que tem acontecido na Síria nos últimos cinco anos e em outras áreas."

"As políticas erradas adotadas pelos países ocidentais, nomeadamente a França, na região contribuíram para a expansão do terrorismo", argumentou, ainda, o presidente sírio.