O jornal indiano Hindustan Times noticiou hoje que o homem detido na sexta-feira, em Portugal, se chama Paramjeet Singh e está ligado a um movimento radical independentista do Punjab, Índia, da região de Kalistan.

Segundo a edição "on-line" Hindustan Times, que cita fontes policiais, Paramjeet Singh, também conhecido por Pamma, é acusado pelas autoridades indianas de estar envolvido em atentados à bomba em 2010 em Patiala e Ambala e de ter sido, em 2009, o cérebro do assassínio do líder do movimento nacionalista hindu, o Rashtriya Sikh Sangat.
 
Pamma, 42 anos, encontrava-se com a sua família num hotel em Portugal quando foi detido na sexta-feira, no âmbito de um mandado de captura internacional emitido pela Interpol. As autoridades portuguesas não tinham revelado a sua identidade.

Uma organização não-governamental “sikh” no Reino Unido anunciou hoje uma campanha contra a deportação de Portugal para a Índia de Paramjeet Singh, referenciado pela Interpol como “perigoso e violento”.

Na sua página na Internet, o Conselho Sikh do Reino Unido anuncia que está em contacto com a mulher de Pamma, em Portugal, e que tem já uma equipa de advogados a analisar o caso.

Segundo a polícia, Paramjeet Singh Pamma tem cadastro desde 1992, por crimes menores e é apontado como dirigente de grupos que as autoridades da Índia classificam de terroristas.

Após abandonar a Índia em 1994-95, esteve no Paquistão numerosas vezes e tornou-se o principal financiador do movimento Babbar Khalsa International (BKI), considerado um grupo terrorista pela Índia.

Mais tarde, Pamma aliou-se ao chefe do movimento "Tiger Force", Jagtar Singh Tara, com ligações a grupos armados sediados no Paquistão.

Na sexta-feira, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou a detenção de um homem, no Algarve, que está referenciado como sendo "perigoso e violento", executando um mandato de detenção internacional para extradição pela Interpol.

O detido será apresentado na segunda-feira ao Tribunal da Relação de Évora para ser ouvido sobre a extradição pedida pelas autoridades indianas.