Uma menina paquistanesa de 10 anos que trabalhava como cozinheira para uma família de classe média foi espancada pelos patrões até à morte. O caso, que aconteceu na última semana, está a chocar o Paquistão.

O caso chamou também a atenção para um problema de dimensões abissais: de acordo com a BBC, que cita grupos de direitos humanos internacionais, mais de 12 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar nas ruas ou em casas de famílias para ganhar o sustento das suas próprias famílias.

O crime aconteceu na pequena aldeia de Moza Jundraakha, que significa «o lugar onde a vida é protegida». A pequena Iram Ramzan trabalhava como cozinheira por 23 dólares por mês (cerca de 17 euros). Ela e a família julgavam que estaria mais protegida a trabalhar numa casa de família do que nas ruas a mendigar. As duas irmãs de Iram também trabalhavam como domésticas, desde que a mãe sofreu um acidente na fábrica onde trabalhava e ficou sem uma mão.

Iram Ramzan foi espancada com uma barra de ferro pela patroa, enquanto o filho deste de 16 anos assistia. Foi a própria patroa que levou a menina ao hospital, onde morreu. Tinha sinais de tortura em todo o corpo e marcas de cordas nos pés e nas mãos.

À polícia, com frieza, enquanto tomava um chá e comia biscoitos, a patroa de Iram contou que ficou furiosa depois de suspeitar que a menina lhe roubara dinheiro por três vezes.