O Papa Francisco pediu aos líderes que participam na conferência de paz para a Síria que não se poupem a esforços para chegar «com urgência» ao fim da violência e do conflito neste país árabe.

«Rezo ao senhor para que toque o coração [dos líderes] para que, buscando unicamente o maior bem do povo sírio, não se poupem a esforços para alcançar com urgência o fim da violência e do conflito, que causou demasiado sofrimento», disse o Papa durante a tradicional missa na Praça de São Pedro, no Vaticano.

«Desejo que a Síria encontre um caminho decidido de reconciliação, de concórdia e reconstrução, com a participação de todos os cidadãos, onde cada um possa encontrar no outro não um rival ou inimigo, mas sim um irmão que possa abraçar», acrescentou o chefe da Igreja Católica.

O Papa tem sido um dos líderes que se tem empenhado na possibilidade de alcançar uma solução pacífica para a Síria, tendo abordado o tema numa reunião privada com o Presidente da Rússia, no Vaticano, a 25 de novembro do ano passado, na qual ambos concordaram na via da negociação entre as fações étnicas e religiosas desavindas.

Depois, a 28 de dezembro, uma delegação do Governo sírio entregou às autoridades do Vaticano uma mensagem do seu Presidente, Bashar al-Assad, no seguimento da mensagem do papa Francisco no dia de natal, na qual dedicou particular atenção à situação na Síria.

Na semana passada, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, viajou até ao Vaticano para informar a Santa Sé de viva voz sobre os preparativos da reunião que decorre hoje em Montreux, e que é conhecida como Genebra II, e que junta políticos e responsáveis de organizações de 40 países.