O Papa Francisco abriu este domingo oficialmente a assembleia geral do Sínodo dos Bispos com a celebração de uma missa na basílica de São Pedro, em Roma, onde sublinhou a responsabilidade da Igreja em cuidar da família.

A cerimónia, presidida pelo pontífice argentino, reuniu no templo vaticano as autoridades eclesiásticas e outros participantes da assembleia sinodal que, além das questões da família, irá tratar de temas «urgentes» como a pobreza, a imigração e a violência.

Após a leitura do Evangelho, o Papa pronunciou a homilia, na qual chamou a «cooperar» os participantes no sínodo para cuidar das famílias.

Francisco criticou «os maus pastores» que sobrecarregam as pessoas «com fardos ou responsabilidades que eles mesmos não assumem». Recordou que os bispos são chamados a «cultivar, dirigir e cuidar» do povo «com liberdade, criatividade e labor», uma missão que, acrescentou, pode ser frustrada «pela cobiça do dinheiro e do poder».

O bispo de Roma sublinhou que as assembleias sinodais «não servem para discutir ideias brilhantes e originais, ou para ver quem é mais inteligente...servem para cultivar e guardar a vinha (povo) do Senhor».

Jorge Bergoglio realçou ainda a responsabilidade do clero de «cuidar da família», mas alertou também que os membros da Igreja podem ter a «tentação de apoderar-se» da sociedade. «O sonho de Deus sempre se enfrenta com a hipocrisia de alguns dos seus servidores. Podemos frustrar o sonho de Deus se não nos deixarmos guiar pelo espírito Santo», disse.

Na assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, que decorre até 19 de outubro, participam 253 pessoas, entre bispos, presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, chefes de igrejas católicas orientais e membros da Cúria Romana.