O Papa Francisco considerou este domingo, no Vaticano, que "nada pode justificar" a utilização de armas químicas, que classificou de "instrumentos de extermínio", contra populações indefesas na Síria, e apelou aos responsáveis para que iniciem negociações.

Chegam-nos da Síria notícias terríveis, com dezenas de vítimas, entre as quais mulheres e crianças (...) pessoas fustigadas pelos efeitos das substâncias químicas contidas nas bombas", declarou o Papa perante milhares de fiéis reunidos no Vaticano para a tradicional missa de domingo.

Para Francisco, "não há uma boa e uma má guerra".

Nada, nada pode justificar o uso deste tipo de instrumentos de extermínio contra pessoas e populações indefesas", acrescentou Francisco após ter celebrado missa na Basílica de São Pedro.

"Oremos para que os responsáveis políticos e militares escolham a outra via, a da negociação, a única que pode trazer a paz, que não escolham a via da morte e da destruição", disse ainda.

A aviação síria bombardeou este domingo, pelo terceiro dia consecutivo, a última bolsa de resistência rebelde perto de Damasco. De acordo com Washington, dezenas de civis morreram nas últimas 48 horas em ataques realizados com armas químicas.

Os capacetes brancos, socorristas em operações nas zonas rebeldes da Síria, acusaram o regime sírio de ter recorrido a "gás tóxico" em Douma e forneceram, através das suas contas no Twitter, vários balanços contraditórios, falando em 40 e em 70 mortos.

A Síria e a Rússia, maior aliado do regime, negaram o uso de armas químicas no ataque a Douma.