O Papa Francisco denunciou, este domingo, a «intolerável brutalidade» infligida a cristãos e outras minorias pelos jihadistas no Iraque e na Síria.

«Infelizmente, não param de chegar notícias dramáticas da Síria e do Iraque», disse o Sumo Pontífice após a oração semanal do Angelus na praça de São Pedro, em Roma.

«Queremos dizer a todos os que estão nessa situação que não os esquecemos, que estamos ao seu lado e que rezamos com insistência para que cesse rapidamente a intolerável brutalidade de que são vítimas», afirmou Francisco, citado pela AFP.

Francisco disse que esta foi a intenção especial da missa que celebrou, juntamente com a Cúria Romana, durante os exercícios espirituais, na passada sexta-feira. 

O Papa instou os fiéis que estavam presentes na Praça de São Pedro, e em todo o mundo, a acompanhar através das transmissões televisivas, a serem solidários com os cristãos perseguidos no Médio Oriente e a ajudarem como possível a aliviar o sofrimento de quem sofre «unicamente por causa da sua fé». No final, Francisco pediu uns momentos de oração em silêncio por essa intenção. 

Antes da oração do Angelus, ao comentar o Evangelho deste domingo, o Papa já tinha feito alusão ao caminho proposto por Jesus, que por vezes pode ser difícil mas, de acordo com Francisco, «leva sempre à felicidade. Não o esqueçam. O caminho de Jesus leva sempre à felicidade. Pode ser uma cruz, pode ser difícil, mas Jesus não te engana».

Os cerca de 250 cristãos a quem o Papa alude foram raptados de várias aldeias na região de Khabour, na Síria. Entretanto no sábado as forças armadas curdas anunciaram estarem dispostas a trocar presos do Estado Islâmico pela libertação dos reféns, mas não tem havido mais desenvolvimentos em relação ao assunto.