O Papa Francisco decidiu "conceder a todos os sacerdotes a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado" durante o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Numa carta publicada pelo Vaticano, o Sumo Pontífice escreve sobre "o calvário existencial e moral" enfrentado por mulheres que abortaram e afirma ter "conhecido muitas mulheres que carregam no seu coração a cicatriz desta decisão angustiante e dolorosa".

"O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai", pode ler-se na carta.


A decisão do papa vai contra a doutrina da Igreja que considera o aborto um pecado grave que aqueles que os realizarem incorrem na ex-comunhão automática.

Segundo o porta-voz do Vaticano, o padre Ciro Benedettini, o aborto só pode ser formalmente perdoado pelo chefe confessor de uma diocese ou por um missionário cristão.

Durante o segundo aniversário da sua eleição, a 11 de março, o papa Francisco anunciou a realização de um Ano Santo extraordinário de 08 de dezembro a 20 de novembro de 2016.