O papa Francisco enviou ou não enviou uma carta à presidente argentina, Cristina Kirchner? A pergunta não parece ser de resposta múltipla. Sim ou não, certo? Nem por isso.

Aquilo que era apenas uma formalidade transformou-se num pesadelo diplomático para o Vaticano. Tudo começou quando o Governo argentino divulgou a dita carta, na qual o argentino papa Francisco assinalava o 25 de maio, feriado nacional do país, dizendo esperar que «os argentinos o festejassem da melhor forma, em concórdia».



O problema é que o Vaticano veio dizer que o papa não tinha mandado carta nenhuma. E até brincou com a coisa. «Quem fez esta colagem é um artista», disse Guillermo Karcher, secretário de protocolo e cerimónias do papa.

Mas o governo argentino garantiu que a missiva tinha chegado pelas vias oficiais. A imprensa argentina voltou a questionar o monsenhor Karcher, ele foi ver melhor e concluiu que afinal sim, tinha havido uma mensagem do papa para Kirchner. Não uma carta, mas um telegrama.

«Retifico hoje, com muita honestidade. É uma carta verdadeira, um telegrama legítimo», disse, sem explicar o que se passou para ter passado informação errada: «Houve má informação de base que complicou um pouco, mas agora está tudo claro.»