O caso Papéis do Panamá já provocou outra baixa. Mihran Poghosyan, responsável pelos serviços de Justiça da Arménia, demitiu-se esta segunda-feira depois de ter sido tornado público que tinha ações em três empresas registadas no Panamá, em offshore.

Estas empresas permitiram uma fuga de impostos por parte de Mihran Poghosyan, segundo o jornal arménio Heqt.  

Os serviços de Justiça já emitiram um comunicado com declarações do Major-General que confirmam o pedido de demissão, que seguiu entretanto para o Presidente arménio Serj Sargsyan.

“É com tristeza que vejo o meu nome ligado ao caso dos Papéis do Panamá, ao lado do Presidente do Azwerbeijão, Ilham Aliev, quem, de facto, se apropriou de milhões de dólares. É inaceitável qualquer tipo de comparação entre o meu país e a ditadura do Azerbeijão. Entreguei, por isso, a minha demissão. Vou responder aos relatórios como cidadão, sem acesso a qualquer ferramenta do Estado”.        

A fuga de informação da Mossack Fonseca já levantou suspeitas sobre vários líderes mundiais e levou à demissão do primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur David Gunnlaugsson, no início deste mês. Na passada sexta-feira também o ministro da Indústria de Espanha, José Manuel Soria, pediu a demissão depois de conhecidas ligações ao caso.