Israel e o Hamas acordaram hoje um cessar-fogo, após a escalada de violência de sexta-feira, que provocou cinco mortos, anunciou hoje um porta-voz do grupo islamita.

Em comunicado, o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, atribuiu o cessar-fogo aos esforços do Egito e das Nações Unidas.

Na sexta-feira, a escalada de violência em Gaza provocou a morte de quatro palestinianos e de um israelita.

Segundo Israel, “um grupo de terroristas atirou sobre os militares israelitas” e levou à morte de um soldado.

Esta foi a primeira morte do lado de Israel desde os protestos de palestinianos contra Gaza iniciados em 30 de março.

Três palestinianos tinham sido hoje mortos na Faixa de Gaza pelo exército israelita, que anunciou ter desencadeado bombardeamentos em todo o enclave após se ter referido a disparos contra as suas posições.

Segundo um balanço do Ministério da Saúde de Gaza, dois palestinianos foram mortos perto de Khan Younes, sul do território, num ataque contra um posto de observação do Hamas, o movimento islamita no poder em Gaza.

Um terceiro palestiniano foi morto pelas forças israelitas em Rafah, também no sul da Faixa de Gaza, acrescentou o ministério.

Os disparos contra os soldados israelitas terão ocorrido no decurso de “violentos distúrbios ao longo da barreira de segurança” que assinala a fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, prosseguiu o responsável militar.

Desde 30 de março que os palestinianos protestam regularmente no setor fronteiriço para denunciar o bloqueio imposto em Gaza e exigir o regresso dos refugiados palestinianos expulsos ou que fugiram das suas terras em 1948, no decurso da formação do Estado de Israel.

Mais de 130 palestinianos, a maioria desarmados, foram mortos por fogo israelita desde o início dos protestos.