Um ministro palestiniano morreu em incidentes com as forças de defesa israelitas, durante um protesto na ocupada Cisjordânia, no qual foi violentamente agredido por um soldado esta quarta-feira.

O soldado judaico atingiu Ziad Abu Ein no peito com um capacete, que sofreu ainda outras agressões, como um golpe no pescoço, e inalou gás lacrimógeneo, disparado pelos militares de Israel.

Ziad Abu Ein, que apesar de não ter pasta definida, tinha a seu cargo o dossier da colonização israelita, morreu na ambulância, a caminho do hospital em Ramallah, de acordo com um fotógrafo da Reuters e um paramédico palestiniano.

Segundo fontes médicas avançaram à BBC, a causa da morte de Abu Ein não foram os ferimentos causados pelos confrontos, mas o gás lacrimogéneo.

O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, afirmou em comunicado que este acontecimento é um «ato bárbaro, perante o qual não se pode ficar calado ou aceitar», e assegurou que irá tomar as «medidas necessárias», tendo anunciado uma investigação do caso e três dias de luto oficial.

Também um porta-voz israelita fez saber, sem adiantar detalhes, que o exército está a examinar o incidente.

O ministro palestiniano liderava uma organização de protesto governamental, o Comité para a Resistência aos Colonatos e ao Muro, cujos ativistas, cerca de uma centena de palestinianos e estrangeiros, se dirigiam para uma zona localizada perto de um colonato israelita, onde iriam plantar árvores e manifestar-se.

Os incidentes, que resultaram com a morte de Abu Ein, ocorreram quando o grupo de ativistas se deparou com um posto de controlo improvisado, onde cerca de 15 soldados israelitas avançaram sobre os manifestantes, de acordo com o relato de várias testemunhas à agência Reuters.