A notícia foi divulgada por muitos órgãos de comunicação, incluindo reputadas publicações e até mesmo uma agência de notícias, a France Press, mas afinal era uma história já com 20 anos. Aconteceu, de facto, mas só agora foi notícia e tornou-se viral: um pai que deixou morrer a filha afogada no Dubai, impedindo a equipa salva-vidas de atuar.
 
O caso remonta a 1996. Foi agora reportado pelo site Emirates 24/7, mas a partir de uma entrevista com um nadador salvador convidado a contar os episódios mais estranhos que tinha vivido durante a sua atividade.
 
Um deles era esse: um homem asiático que preferiu ver a filha de 20 anos morrer a ser salva, porque seria tocada por homens estranhos. Uma barreira cultural que fez com que uma vida se perdesse.
 

"Este é um dos incidentes que não posso esquecer. Para mim e para muitos outros que estiveram envolvidos, esse caso chocou. Dois nadadores salvadores acorreram para ajudá-la. No entanto, não foi um obstáculo que os impediu de chegar à jovem. Esse obstáculo foi a crença que o homem asiático tinha de que se aqueles homens tocassem na sua filha estariam a afronta-la. Custou-lhe a vida”

 
O tenente-coronel Burqibah acrescentou que o pai chegou mesmo a ser violento com os nadadores salvadores. “Disse que preferia a filha morta do que ser tocada por um homem estranho”, reforçou.
 
O homem acabou preso pela polícia do Dubai e foi processado pelas autoridades.
 
Mail, Telegraph, Metro e Sky News foram outras das publicações que fizeram a história correr mundo. Era verdadeira, mas não estava totalmente bem contada.