Morreu esta terça-feira o doente com ébola que estava a ser tratado num hospital em Leipzing, na Alemanha.

Até agora, a Alemanha recebeu três pacientes infetados, todos eles de origem africana.

Segundo comunicado da clínica que a Reuters cita, «o paciente infetado com ébola faleceu durante a noite na clínica de St. Georg, em Leipzig. Apesar de todos os esforços da equipa médica, o funcionário das Nações Unidas, de 56 anos, não resistiu à doença».

O profissional de saúde cuja identidade não foi revelada, estava na Libéria a cuidar de doentes com o vírus quando ficou também ele infetado. 
 
Transferido para a Alemanha na semana passada, foi o terceiro infetado com o vírus a ser encaminhado para aquela clínica de Leipzig. 

Na Alemanha continuam internados um médico, natural do Uganda, e um sudanês, funcionário da Organização Mundial de Saúde. Ambos foram infetados na Serra Leoa. 

O vírus africano que amedronta o mundo. De Espanha aos Estados Unidos, há duas enfermeiras que trataram doentes com ébola transferidos dos países críticos e que, consequentemente, também elas ficaram infetadas durante o tratamento. 

Falhas no protocolo de segurança por parte das unidades de saúde ou os meios de isolamento não são suficientemente eficazes. Perguntas que procuram respostas, tal como uma cura para a febre hemorrágica, que já ceifou mais de quatro mil vidas. 

A diretora-geral da OMS alerta que «o mundo está mal preparado para responder ao ébola». Em Portugal, a Direção-Geral de Saúde promete tomar medidas.