Otto Warmbier, de 22 anos, estudante da Universidade da Virgínia, foi condenado pelo Supremo Tribunal da Coreia do Norte, em março de 2016, a 15 anos de "trabalhos forçados", por ter removido um cartaz político numa área reservada. O estudante tinha viajado para o país no final de 2015, para ali passar o Ano Novo, e foi detido em janeiro, quando tentava embarcar para Hong Kong, onde iria fazer Erasmus.

Segundo vários órgãos de comunicação internacional, não se conhecem os motivos da decisão da libertação do jovem, mas de acordo com Fred Warmbier, pai de Otto, este encontra-se em coma.

Em declarações ao Washington Post, Fred Warmbier disse que as autoridades norte-coreanas o informaram que Otto está em coma há 15 meses, depois de ter contraído botulismo.

Quando contactado, o secretário-geral dos Estados Unidos, Rex Tillerson, recusou-se a comentar a condição do jovem e apenas afirmou que o Departamento do Estado norte-americano continua a discutir a situação de outros três americanos, que ainda se encontram detidos na Coreia do Norte.

O avião que transportava Otto Warmbier chegou pelas 22:20 de terça-feira (03:20 de hoje em Lisboa) a um aeroporto em Cincinnati, de onde foi levado para o hospital.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse ainda que está a trabalhar para a libertação de outros três cidadãos norte-americanos detidos na Coreia do Norte.

A libertação coincide com a visita da estrela de basquetebol, Dennis Rodman, à Coreia do Norte, mas as autoridades norte-americanas afirmam que não existe relação entre a libertação de Otto.

O atual presidente norte-americano, Donald Trump já foi informado da libertação do jovem.