Osama Abdul Mohsen pediu um presente de Natal a Mariano Rajoy. O refugiado sírio acolhido em Espanha pede a ajuda do primeiro-ministro espanhol para trazer a mulher e dois filhos para junto dele.

O caminho de Osama Abdul Mohsen faz-se de obstáculos. Muitos. O calvário do refugiado sírio que se tornou conhecido do mundo quando a sua imagem - com o filho ao colo - a ser rasteirado por uma jornalista húngara indignou a comunidade internacional e os meios de comunicação social, ainda não vive feliz na Espanha que o acolheu.

Foto: Reuters

 

Depois de ter fugido com a família da guerra na Síria e da miséria na Turquia, este pai de quatro filhos ainda não conseguiu reunir a família. A mulher e dois filhos continuam na Turquia.


Pudessem as burocracias deslizar tão facilmente como uma bola e este treinador de futebol era um homem feliz.
Osama Abdul Mohsen chegou a Espanha em meados de setembro, ao abrigo de um processo de acolhimento resolvido em tempo recorde e mediado pelo jornal El Mundo. Chegou com os filhos Zaid, de sete anos, que levava ao colo no momento em que foi agredido, e outro, de 18 anos, Mohammad Al Ghadabe. Chegou até para ser treinador de futebol – a profissão que tinha na Síria – graças a um convite do Centro Nacional de Treinadores em Espanha.

Mas, na Turquia ficaram dois filhos e a mulher, que até agora ainda não conseguiu trazer para Espanha. A embaixada síria em Ancara não recebe a família de maneira a passar-lhes a documentação exigida pela lei espanhola a todos os imigrantes. O pedido de asilo também não é mais fácil, já que a decisão pode levar meses ou anos. O El Mundo denuncia a situação da família de Osama Abdul Mohsen, que enviou uma carta a Mariano Rajoy, a pedir a sua intervenção neste processo. Tal como ele foi acolhido rapidamente por força de “circunstâncias especiais”, apela à sua especial atenção para com a sua família neste Natal.