O número de civis mortos ou feridos no Afeganistão aumentou 22% em 2014, de acordo com dados divulgados esta quarta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A Missão das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) justificou o aumento com a intensificação dos combates no terreno, os quais resultaram na morte de 10.548 civis no ano passado, contra os 8.637 registados em 2013.

O número de civis mortos aumentou 25% para 3.699, enquanto o de feridos sofreu uma subida de 21%, para 6.849, com o total de vítimas a figurar como o mais elevado num só ano desde que a ONU começou a compilar estes dados em 2009.

Desde 2009, segundo os dados da UNAMA, 17.774 civis morreram e 29.971 ficaram feridos.

Pela primeira vez também mais civis foram mortos em confrontos no terreno (34%) do que por artefactos explosivos improvisados, as bombas caseiras fabricadas pelos rebeldes que anteriormente figuravam como o principal responsável pelas mortes.

Segundo o documento da UNAMA, o crescente uso de sistemas de armas explosivas, como morteiros, mísseis ou granadas contra áreas habitadas teve «consequências devastadoras».

Tal como em 2013, a ONU atribui a maioria das mortes às forças antigovernamentais (72%), percentagem distante das fatalidades causadas pelas forças de segurança, incluindo as internacionais (14%).