A ONU alertou esta terça-feira para o problema das crianças apátridas, sublinhando que nasce um bebé a cada dez minutos nesta situação e que o problema ganha novas dimensões com o conflito na Síria e a crise migratória europeia.

Num relatório publicado esta terça-feira, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) refere que 10 milhões de pessoas no mundo são consideradas apátridas, ou seja, não têm nacionalidade, e alerta que essa condição tem efeitos muito nocivos nas crianças, provocando-lhes sentimentos de discriminação, frustração e desesperança que podem prolongar-se até à idade adulta.

O relatório publicado hoje é o maior estudo da ACNUR sobre a questão dos menores apátridas e conta com 250 testemunhos de crianças, jovens, pais e tutores de diversos países e zonas do mundo.