As crianças refugiadas já são mais de metade do total de refugiados no mundo. O número de pessoas vítimas de violência, perseguição e discriminação, que foram forçadas a abandonar o seu país para salvar a vida, não para de aumentar.

Segundo o responsável de proteção do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Volker Turk, há atualmente, no mundo, 22,5 milhões de refugiados.

Sim, 22,5 milhões. E é um número que não inclui as outras categorias de pessoas para as quais o ACNUR tem mandato para proteger.

A situação das crianças é especialmente dramática, dado que também está a aumentar o número daquelas que estão completamente sozinhas, sem qualquer familiar ou pessoa responsável que zele pelas mesmas.

Não é de admirar, perante esta realidade, o número de pedidos de asilo a Portugal por parte de refugiados aumentou 64% em 2016 em relação ao ano anterior.

No final de setembro, o presidente francês, Emmanuel Macron, propôs a criação de uma agência europeia de asilo e documentos de identidade comuns para gerir melhor o fluxo de refugiados na União Europeia.

Dois dias antes, o Papa Francisco anunciou o lançamento da campanha “Partilhar a viagem”, uma iniciativa a favor dos migrantes e refugiados que envolve 160 países, e à qual se juntou a Cáritas Portuguesa.