O ministro espanhol dos Assuntos Exteriores e da Cooperação gostou “muito” da escolha de António Guterres para secretário-geral da ONU e mostrou-se convencido de que a formalização do nome, esta quinta-feira em Nova Iorque, será feita por aclamação.

“António Guterres é um grande amigo de Espanha” e “é uma notícia de que gostamos muito”, disse José Manuel García-Margallo ao canal 24 horas da TVE, acrescentando que acredita que “a escolha vai ser feita por aclamação”.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) deverá hoje em Nova Iorque formalizar oficialmente a recomendação do ex-primeiro-ministro português António Guterres para secretário-geral da organização, cabendo em seguida à Assembleia Geral tomar, por maioria simples, a decisão final, o que deverá acontecer nos próximos dias.

Para García- Margallo, a tarefa que levou à escolha de António Guterres “não foi façanha pequena”. O ministro espanhol já felicitou o candidato e também o ministro português dos Negócios Estrangeiros.

“Jogámos muito forte e publicamente. Anunciei desde o primeiro momento que nós iríamos aplicar a preferência ibero-americana, que iríamos votar em todos os candidatos da nossa comunidade histórica”, disse José Manuel García-Margallo.

Em seguida enumerou os candidatos apoiados por Espanha: Christiana Figueres, da Costa Rica, Susanna Malcorra, da Argentina, e finalmente António Guterres.

O ministro espanhol também referiu que a escolha de Guterres “não era fácil” devido à existência de duas tendências, uma que defendia a escolha de uma mulher, e outra a de um candidato da Europa de Leste: “António Guterres não era nem da Europa de Leste nem mulher”, concluiu.

O antigo primeiro-ministro português António Guterres foi na quarta-feira indicado como favorito para secretário-geral da ONU pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, que deverá aprovar o seu nome dentro de alguns dias.

O Conselho de Segurança anunciou na quarta-feira que o português era o “vencedor claro” da sexta votação informal, recebendo 13 votos de encorajamento e duas abstenções, uma das quais de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, com direito de veto.

Este órgão, com poder de veto, deverá aprovar hoje uma votação formal a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.