Militares do Estado Islâmico terão, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, raptado, pelo menos 90 habitantes, incluindo mulheres e crianças, de aldeias cristãs, no nordeste da Síria.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDR), organização com base londrina que se opõe ao governo de Bashar al-Assad, da Síria, garantiu que o Estado Islâmico sequestrou dezenas da aldeia de Tal Hermez.

Rami Abdurrahman, diretor do OSDH, disse à imprensa que acredita que várias mulheres tenham sido raptadas pelo grupo, mas que não tem nenhuma informação adicional. Baseado em relatos dos moradores, o líder do grupo ativista «A Demand for Action», Nuri Kino, também acredita que os militares terão levado entre 70 a 100 cristãos.

«Os fios terra foram cortados, as linhas telefónicas desligadas. A minha família visitou-me no mês passado e voltou para a Síria. Houve confrontos mas isso é normal, nada excecional. Sinto-me impotente, não posso fazer nada por eles a não ser orar», conta uma mulher, que vive em Beirute e que luta para descobrir o paradeiro dos pais, do irmão, do marido e dos filhos.


Segundo Abdurrahman, Tel Tamr que fica perto das aldeias cristãs, foi o local onde as pessoas foram sequestradas e onde ocorreram intensos combates entre militares do Estado Islâmicio e da mílicia curda, YPG. Este caso vem algumas semanas depois do grupo ter lançado um vídeo que mostra a decapitação de 21 cristãos numa praia da Líbia.