O informático alemão Kim Dotcom, que os Estados Unidos pretendem seja extraditado para o país por pirataria informática, assegurou que uma agência de espionagem neozelandesa apagou informação de um dos processos judiciais que enfrenta, revelou a imprensa local.

Os advogados de acusação admitiram que o Departamento Governamental de Segurança das Comunicações espiou ilegalmente o informático, mas apagou a informação, disse Kim Dotcom ao diário «New Zealand Herald».

Fundador do portal Megaupload, Kim Dotcom tentou aceder à informação para incluir num processo contra o Departamento Governamental, mas a Procuradoria propôs em troca incluir a informação «que ainda possa ser recuperada».

A equipa defensora de Kim Dotcom considera que a destruição dos arquivos é um desafio à lei que obriga, as partes, a manter todo o material relevante se houver um litígio entre si.

O primeiro-ministro John Key já disse que a lei que regula o departamento de investigação obriga, no entanto, a que toda a informação não considerada relevante seja destruída o mais depressa possível, justificando assim a atuação política.

Dotcom e outros três sócios, todos em liberdade, aguardam na Nova Zelândia o início do processo de extradição, que será julgado ainda este ano, depois de terem sido detidos naquele país em janeiro de 2012 numa operação internacional do FBI contra o Megaupload.