Um vídeo divulgado pelas forças armadas norueguesas mostra um jato russo a apenas 20 metros de um F-16 norueguês, uma curta distância que quase causou a colisão entre os dois aviões.

«Mas que raio», é a reação do piloto norueguês face à inesperada aproximação do MiG-31 russo, que o obrigou a desviar-se da aeronave militar para evitar a colisão.

Este recente acontecimento, suscita novamente a dúvida sobre a sua origem: um erro de trajetória do piloto russo, que sobrevoava espaço aéreo internacional sob jurisdição norueguesa, ou mais uma ofensiva de Moscovo, que relembra os tempos da Guerra Fria.

No mês passado Inger Eriksen Soreide, ministro da pasta da Defesa da Noruega, afirmou que se registaram mais atividades militares russas nos mares do Ártico e Báltico, onde se incluem aeronaves de diferentes formações. Em 2014 a força aérea norueguesa foi obrigada a intervir 43 vezes, tendo identificado 69 aviões.

Este incidente em concreto, apesar de não ter sido especificada a data, surge numa altura em que se agrava a tensão entre a Rússia e a NATO, que acusa Moscovo de armar os separatistas pró-russos na Ucrânia.
 
Passou pouco mais de um mês desde que caças F-16 da Força Aérea Portuguesa foram obrigados a intercetar aviões militares russos, que sobrevoavam espaço aéreo internacional sob jurisdição portuguesa.