Um agricultor norueguês foi condenado esta sexta-feira a um ano de prisão por ter deixado morrer 400 porcos à fome e à sede, num raro caso de maus-tratos a animais na Noruega, noticiou a televisão pública NRK.

A sentença foi mais longe do que os sete meses de prisão pedidos pelo Ministério Público.

«É incompreensível aos olhos do tribunal que [o acusado] tivesse há muito tempo conhecimento [da condição dos animais] sem fazer nada para impedir uma tragédia animal», considerou o tribunal de Toensberg, no sul da Noruega.

«Tendo em conta o número de animais e o nível de sofrimento, o acontecimento é uma tragédia animal que felizmente ocorre raramente na Noruega», acrescentou no veredito, citado pela televisão e reproduzido pela agência France Presse.

Em fevereiro de 2013, as autoridades alimentares foram informadas de um possível caso de negligência, encontrando mais de 400 porcos mortos por falta de cuidados. Por estarem muito fracos, outros 60 tiveram de ser abatidos.

Durante o julgamento, o agricultor explicou ter ficado muito afetado pela doença de uma pessoa próxima e por problemas económicos. Consciente do destino dos animais, ele disse ter ficado paralisado e não ousou voltar a entrar na pocilga por recear encarar a realidade que o esperava.

O advogado tinha pedido a absolvição ou, em alternativa, a pena mais branda possível.