O Chade entrou, com artilharia pesada e infantaria, pelas fronteiras da Nigéria, de modo a controlar e fazer recuar o grupo islâmico extremista Boko Haram, fazendo elevar o combate contra os rebeldes para um nível muito mais grave.
Na sequência desta operação levada a cabo na terça-feira nas cidades de Gambaru e Ngala, as forças do Chade anunciaram ter morto 200 militantes do Boko Haram, segundo a Reuters.

O Chade foi instigado a tomar uma atitude mais robusta face à investida do grupo no seu país, para onde já fugiram milhares de refugiados.

O líder do Boko Haram havia anunciado a vontade de criar um califado que reunisse a Nigéria, o Níger, os Camarões e o Chade. Em resposta, foi organizada uma força regional. O Chade iria contribuir com dois mil tropas.

A Nigéria é um país sob forte tensão social e política. Ainda esta semana, durante a campanha eleitoral, uma bomba não atingiu o presidente que procura a reeleição, explodindo pouco após um comício.

O país tem eleições marcadas para 14 de fevereiro, mas estas estão em risco. A dez dias do ato eleitoral, apenas 44 milhões dos quase 70 milhões de cartões de eleitor foram distribuídos. A Comissão Nacional de Eleições alargou o prazo para a decisão até dia 8 deste mês.