Um atentado, esta sexta-feira, a norte da cidade nigeriana de Kano, fez, pelo menos, 21 mortos e deixou vários feridos.

Um bombista suicida fez-se explodir no meio de milhares que participavam numa procissão do Movimento Islâmico da Nigéria.

Muhammad Turi, que liderava a marcha, lamentou à AFP a perda de vidas, mas não se mostrou surpreendido com o ataque.

“Perdemos 21 pessoas e muitas outras estão feridas. Mas não estamos surpreendidos com o ataque, porque esta é uma situação que se vive em todo o país”. Muhammad Turi afirmou, no entanto, que “este atentado não vai afastar-nos da nossa religião. Mesmo que todos sejamos mortos, até ao último sobrevivente, vamos continuar a professar a nossa religião”.

E, na verdade, como reportou o jornalista da AFP no local, a marcha continuou, apesar dos corpos e do sangue espalhados pela estrada que liga Kano a Zaria. 

O ataque ainda não reivindicado. No entanto, o Boko Haram, o grupo radical islâmico, responsável pela morte de 17 mil pessoas e que deixou sem casa mais de 2,5 milhões sem casa nos últimos anos, considera estes islamitas "hereges".