O Boko Haram apedrejou várias mulheres até à morte antes da chegada do exército nigeriano, que resgatou centenas de reféns raptados pelo grupo terrorista e que se encontravam na região florestal de Sambisa. Entre este grupo não se encontram as alunas de uma escola desaparecidas há cerca de um ano.
 

Algumas mulheres contaram às agências de notícias internacionais terem assistido à morte por apedrejamento de alguns reféns, sem conseguirem precisar o número de vítimas.

 


Cerca de 300 mulheres e crianças foram resgatadas do interior da densa floresta de Sambisa, totalizando perto de 700 resgates nos últimos dias.
 

Segundo, ainda, relatos das sobreviventes, algumas mulheres foram mortas inadvertidamente pelos militares durante a operação. Os soldados não se terão apercebido “a tempo que não eram inimigos” e algumas mulheres e crianças “foram atropeladas pelos camiões”. Os homens e rapazes sequestrados foram mortos em frente às suas famílias antes de serem levadas para a floresta, garantiram ainda as sobreviventes.

 
Grande parte das crianças libertadas encontravam-se subnutridas e tiveram de ser hospitalizadas. As mulheres contaram que eram alimentadas apenas uma vez por dia, com milho seco.
 
“Todos os dias morria alguém e todos os dias esperávamos a nossa vez”, disse outra sobrevivente, mãe de dois filhos.
 
As mulheres e as crianças resgatadas viajaram durante três dias em carrinhas de caixa aberta para um campo de refugiados na cidade de Yola, onde chegaram na noite de sábado. Quase todas eram provenientes da vila de Gumsuri, perto da cidade de Chibok, segundo as autoridades.  Apesar de serem da mesma região, não estará entre o grupo nenhuma das cerca de 200 meninas raptadas de uma escola há cerca de um ano.
 
Desde fevereiro que o exército nigeriano intensificou os combates ao Boko Haram, recuperando grande parte do território ocupado pelo grupo terrorista. As autoridades acreditam que o remanescente encontra-se nas profundezas da floresta de Sambisa.