Por: Redacção / SM | 18- 4- 2011 19: 18
Os protestos que se seguiram às eleições na Nigéria fizeram «muitos mortos», avança fonte da Cruz Vermelha, citada pela
agência «Reuters», não conseguindo, para já, precisar o número de vítimas.
Os confrontos estenderam-se por várias
cidades, Kaduna, Katsina, Kano, Adamawa, Niger e Jigawa. Casas, mesquitas e igrejas foram queimadas durante manifestações
contra a vitória do presidente Goodluck Jonathan.
«Muitas pessoas foram mortas, mas os relatos mais recentes ainda
estão a chegar e não podemos, para já, falar em números», disse Umar Mairiga, da Cruz Vermelha. «Todos os nossos voluntários
estão em alerta para quando a situação acalmar, poderem actuar», adiantou.
O inspector-geral da polícia Hafiz Ringim,
afirmou que os protestos estão a ser organizados por grupos que não aceitam o resultado eleitoral. O apuramento dos resultados
eleitorais deu a vitória a Goodluck Jonathan, representante do sul produtor de petróleo, derrotando Muhammadu Buhari, um ex-militar
do norte. Os observadores internacionais afirmam que o acto eleitoral foi o mais justo dos últimos anos, mas os apoiantes
de Buhari acusam o regime de fraude.
Autoridades no estado de Kaduna impuseram um toque de recolher de 24 horas
depois de os manifestantes terem posto fogo na residência do vice-presidente, Namadi Sambo, na cidade de Zaria e terem invadido
uma prisão, libertando os detidos.
A Nigéria tem um histórico de eleições fraudulentas e violentas, mas a votação
de sábado foi considerada como um grande avanço. Buhari, que também perdeu as eleições de 2003 e 2007, disse repetidamente
que os nigerianos não aceitariam outro resultado fraudulento.
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