O presidente da Venezuela acusou na terça-feira os Estados Unidos de terem controlado máfias de corrupção, desarticuladas pelo Ministério Público venezuelana, que tentaram reduzir a produção da petrolífera estatal.

Nicolás Maduro disse ter "provas de um processo de penetração, de filtração, através dos corruptos da embaixada dos Estados Unidos (em Caracas), em posições-chave na indústria petrolífera, para gerir informações estratégicas e intervir em processos fundamentais na indústria".

O chefe de Estado venezuelano falava num encontro com funcionários do setor, na sede da empresa estatal Petroléos de Venezuela SA (PDVSA), em Caracas, vincando que a empresa deve realizar uma reestruturação para melhorar a capacidade de produção.

Muitos dos corruptos, agora já presos, colaboraram ativamente para um processo de autodestruição de nossa indústria petrolífera (...) precisamos saber onde e como aconteceu para arrancar isso pela raiz", declarou, no encontro transmitido pela televisão estatal venezuelana.

Segundo o Presidente da Venezuela, a PDVSA tem uma infiltração "de ladrões", que tentaram usar a empresa para benefício pessoal.

"Temos que fazer uma revolução dentro da PDVSA e essa revolução só pode ser feita pelos trabalhadores, pela classe trabalhadora, pelos profissionais. Entrego-vos o poder nas mãos para fazer uma revolução produtiva e uma transformação socialista da PDVSA", afirmou.

Por outro lado, Maduro defendeu "um novo modelo de gestão, de organização, em que a classe operária tenha o poder de decisão".

Quero o socialismo petrolífero", declarou Nicolás Maduro, que autorizou, através do código de ética, os trabalhadores a procederem a uma transformação da indústria petrolífera venezuelana.

Nos últimos 12 meses, mais de 60 empregados da PDVSA foram detidos pelas autoridades venezuelanas por alegadas irregularidades administrativas e alegado envolvimento em corrupção e desfalques na empresa.