Armas a sério e outras de imitação. É o que terá sido encontrado no camião-frigorífico alugado por Mohamed Lahouaiej Bouhlel, que o conduziu abalroando uma multidão que assistia às festas do dia nacional de França, no “Passeio dos Ingleses” (Promenade des Anglais), a marginal de Nice rente ao Mediterrâneo.

François Molins refere que o acto de “barbárie terrorista” já resultou em 84 mortos e 52 feridos em estado muito crítico, dos quais 25 estão em reanimação.

Entre as vítimas mortais, há dez crianças e adolescentes. Há ainda mais 202 feridos. O número de vítimas é ainda provisório e poderá ser atualizado "em alta", a qualquer momento. E haverá também várias pessoas desaparecidas.

Pelo menos, um dos feridos é português, segundo confirmação da secretaria de Estado das Comunidades. A reportagem da TVI, em Nice, desde as primeiras horas da manhã de sexta-feira, apurou que há pelo menos dois luso-descendentes entre os que terão perdido a vida no atentado.

Investigações continuam

Há um inquérito judicial aberto por “assassinato e tentativa de assassinato de forma organizada, relacionado com uma organização terrorista, e por associação criminosa”.

Linguagem jurídica à parte, o testemunho do procurador francês assume que se trata garantidamente de um atentado terrorista.

O atentado ainda não foi reivindicado mas corresponde aos apelos das organizações terroristas”, afirmou François Molins.+

Há um inquérito judicial aberto por “assassinato e tentativa de assassinato de forma organizada, com relação a uma organização terrorista e de associação criminosa”.

Linguagem jurídica à parte, o testemunho do procurador francês assume que se trata garantidamente de um atentado terrorista.

O atentado ainda não foi reivindicado mas corresponde aos apelos das organizações terroristas”, afirmou François Molins.

Quatro magistrados estão encarregados da investigação e das operações para tentar esclarecer tudo o que terá envolvido a carnificina ocorrida em Nice, nos festejos do feriado nacional francês do 14 de julho.  

Motorista tunisino disparou

Além de ter conduzido o camião-frigorífico contra a multidão, abalroando, atropelando e esmagando quem apanhou pela frente e que assistia ao fogo-de-artifício e aos espetáculos musicais nas festas do 14 de julho, Mohamed Lahouaiej Bouhlel também abriu fogo a partir da cabine de condução.

O terrorista disparou por várias vezes sobre três polícias, ao passar pelo Hotel Negresco", contou o procurado francês, François Molins.

O camião circulou durante uma distância de dois quilómetros, entre os números 11 e 147 do Passeio dos Ingleses (Promenade des Anglais)”, acrescentou.

Perseguido pela polícia, após semear o terror pela marginal da cidade, foi depois abatido

Também havia armas falsas

De acordo com o procurador François Molins, o suspeito “nunca terá pedido a sua autorização de residência” em França.

No camião alugado, usado no atentado e finalmente imobilizado após a ação da polícia, foram encontradas uma pistola automática de calibre 7,65 milímetros, cartuchos usados e não usados e uma segunda arma automática, falsa.

Duas réplicas falsas de metralhadoras M16 e Kalachnikov foram igualmente encontradas no camião, tal como um telemóvel que a investigação está a usar para apurar se o autor do atentado teria cúmplices

Em sua casa, foram já apreendidos diversos materiais informáticos. Casado, Mohamed Lahouaiej Bouhlel já tinha sido condenado por pequenos crimes.

Era conhecido por ameaças, situações de violência e foi condenado em 24 de março de 2016 pelo tribunal a seis meses, com pena suspensa”, revelou o procurador François Molins.