Pelo menos sete pessoas morreram no naufrágio de uma embarcação no rio Xingu, no estado do Pará, no norte do Brasil. Segundo a imprensa brasileira, a bordo iam cerca de 70 pessoas.

Até ao momento, 25 pessoas foram resgatadas com vida.

As buscas continuam a decorrer na zona do naufrágio, entre as cidades de Porto de Moz e Senador José Porfírio.

Já foi aberto um inquérito para apurar as causas do acidente.

Nos canais na internet, tem sido divulgado um vídeo mostrando a chegada das 25 pessoas resgatadas do naufrágio a uma das margens do rio Xingu, no estado do Pará, no norte do Brasil.

Viagem fatídica

O navio naufragado chamava-se Comandante Ribeiro. Saiu da cidade Santarém, nas margens do grande rio Amazonas, e desapareceu na noite de terça-feira já no rio Xingu, numa zona conhecida como Ponte Grande.

O destino da embarcação era Vitória de Xingu, com paragens nos municípios de Monte Alegre, Prainha e Porto de Moz, uma localidade com um nome atribuído por colonizadores portugueses, como são os casos de outras na região, casos de Santarém, Óbidos, Alter do Chão, Alenquer e Almeirim.

Segundo reporta o site G1 da Rede Globo, com base em informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do estado do Pará, apenas sete corpos foram encontrados, entre os quais um adolescente e uma criança de um ano.

As autoridades marítimas puseram a navegar um navio-patrulha na área a fim de auxiliar nas buscas.

Fortes rajadas de vento

O site da televisão R7, do grupo Record, relata o que se terá passado a bordo, quando o barco saía da escala em Porto de Moz com destino à localidade Senador José Porfíro. Aí, segundo um dos passageiros, a embarcação foi sacudida por fortes rajadas de vento, o que colocou as pessoas em pânico.

Consegui sair do barco logo que naufragou. Era umas nove da noite [1:00 de quarta-feira, em Lisboa]. Umas vinte pessoas também conseguiram sair e começamos a nadar para a margem. Chegamos na beira mata por volta das 3:00 [7:00 em Lisboa] da madrugada já, e saímos em busca de ajuda", contou um dos sobreviventes.

Segundo a R7, há 43 pessoas ainda desaparecidas.

Uma lancha, um barco-patrulha e duas aeronaves estarão já envolvidos nas buscas, numa zona onde não há rede de telemóvel e as margens do rio distam cerca de 12 quilómetros uma da outra.