O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, promete saneamento básico em todos os lares do país até 2018.

«Venho de uma família pobre, conheço a pobreza e a dignidade dos pobres começa por aí», afirmou o líder nacionalista hindu, de 63 anos, que tomou posse em maio passado.

Na Índia, cerca de 600 milhões de pessoas, isto é, metade da população, não têm sanita em casa. Vivem essencialmente em zonas ruais e veem-se obrigadas a sair de casa em busca de um lugar isolado.

Igualmente preocupante é o facto de a inexistência de uma simples sanita estar por detrás da vaga de abusos sexuais a mulheres nos últimos anos.

O governante disse ainda que irá dotar as escolas com casas de banho, separando-as por género.

Esta é uma das ideias previstas no plano de desenvolvimento proposto para a Índia, país onde 30 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza.

Modi quer, igualmente, desenvolver «um programa de economia popular» com vista a fomentar o recurso à banca e ao crédito.

«Vemos pessoas que têm telemóveis mas não têm contas bancárias. É por aí que devemos começar», justificou o primeiro-ministro indiano. O programa prevê que os camponeses possam solicitar crédito à banca com garantia de fundos públicos.

Narendra Modi disse, também, que a Índia tem um potencial empreendedor do qual não se deve desprender.

«Há 25 ou 30 anos, o mundo só pensava que éramos um país de encantadores de serpentes e de magia negra. Mas os nossos jovens surpreenderam o mundo com as suas habilidades tecnológicas», defendeu Modi, garantindo que «sonha com uma Índia digital» e que o país está à altura de competir com o mundo a este nível.