Um homem foi detido, no domingo, pela polícia federal mexicana, suspeito de ser o cabecilha das operações de lavagem de dinheiro para redes internacionais de narcotráfico, entre as quais a de Joaquín Guzmán, “El Chapo”.

Juan Manuel Álvarez, apelidado na imprensa mexicana como “El Rey Midas”, foi preso no estado mexicano de Oaxaca, informou a polícia federal mexicana na página de Facebook. De acordo com a Reuters, o homem é suspeito de ter ligações com uma rede internacional de lavagem de dinheiro que se estende ao México, Colômbia, Panamá e Estados Unidos, país onde também existia um mandato de captura pelas mesmas acusações.

Em resultado dos trabalhos de investigação e inteligência, e em coordenação com o exército mexicano, detivemos, na cidade de Oaxaca, Juan Manuel Álvarez Inzunza, identificado como o principal operador em lavagens de dinheiro nas organizações criminosas emcabeçadas por Joaquín Guzman Loera e Ismeal Zambada García”

A polícia congratula-se do sucesso da operação e pelo facto da mesma ter sido realizada “sem efetuar um único disparo”.

 

Como resultado de trabajos de investigación e inteligencia y en coordinación con el Ejército Mexicano, detuvimos en la...

Publicado por Policía Federal de México em  Domingo, 27 de Março de 2016

A Comissão Nacional de Segurança do México classificou Juan Álvarez como o “principal operador financeiro” de um grupo de narcotráfico em atividade no estado mexicano de Jalisco, onde atua o gangue Nova Geração de Cartel (CJNG, sigla em espanhol), responsável pela queda de um helicóptero do Exército no ano passado que resultou na morte de seis militares. O CJNG tem aliança com o cartel de “El Chapo” na cidade de Sinaloa.

Joaquín Guzman, “El Chapo”, foi recapturado em janeiro depois de se ter evadido duas vezes da prisão de alta segurança no México. O narcotraficante já demonstrou vontade de ser extraditado para os Estados Unidos, onde espera ser melhor tratado e não sentir a sua vida ameaçada. “El Chapo” é acusado de liderar uma longa guerra entre cartéis de droga no México, contrabando e lavagem de dinheiro para os Estados Unidos.

Por sua vez, “El Rey Midas” vai aguardar julgamento nas instalações da Procuradoria da República, onde está detido.