O escritor V.S. Naipaul, prémio Nobel da Literatura em 2001, morreu hoje com 85 anos na sua casa em Londres anunciou a família.

A mulher de Vidiadhar Surajprasad Naipaul, Nadir Naipaul, anunciou que o escritor "morreu rodeado por aqueles que amava, depois de ter vivido uma vida recheada de criatividade e propósito".

O autor Sir Salman Rushdie prestou uma homenagem a Naipaul, escrevendo: “Discordámos toda a vida em termos de política, literatura, mas sinto-me tão triste como se acabasse de perder um amado irmão mais velho."

Afastando-se da comédia, que esteve na origem da sua carreira, Naipaul lançou um olhar duro sobre os fragmentos do império em uma série de romances e viagens. Retratos desfavoráveis ​​das Índias Ocidentais, da Índia, da África e da fé islâmica trouxeram-lhe hostilidade e aclamação.

Os críticos acusaram-no de desprezar as pessoas do mundo em desenvolvimento, mesmo quando a sua prosa lhe rendeu uma série de prémios, incluindo o Booker em 1971, um título de cavaleiro em 1989 e o prémio Nobel da Lliteratura em 2001.

Naipaul nasceu em 1932 em uma família que havia chegado a Trinidad vinda Índia, na década de 1880, parte do que ele chamou uma vez "uma comunidade asiática imigrante em uma pequena ilha/ plantação no Novo Mundo".

Em cinco décadas de atividade, Naipaul foi autor de mais de 30 livros. Percorreu todo o mundo (Índia, Antilhas, América Latina, África e Oriente). As experiências ficaram imortalizadas nos seus livros, entre os quais Guerrillas (1975), A Curva do Rio (1979), O Enigma da Chegada (1987), Para Além da Crença (1981), India: A Million Mutinies  Now (1990) e A Way in the World (1994) e Uma Vida pela Metade (do ano em que foi premiado com o Nobel) são algumas das suas obras maiores.