O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou, esta segunda-feira, a um trabalho «conjunto» entre Estados, setor privado e cidadãos, para fazer face à corrupção, numa mensagem divulgada na véspera do dia internacional contra aquele crime.

«Apelo a todos que ajudem a acabar com a corrupção, e que trabalhem em conjunto para alcançar justiça e equidade a nível mundial. O mundo e as pessoas já não podem pagar, nem tolerar, a corrupção», frisa Ban Ki-moon.

Para o responsável, a corrupção «impede o crescimento económico inclusivo e rouba fundos a serviços essenciais, muito necessários», atingindo predominantemente os pobres.

«Para desmontar os muros altos da corrupção, exorto todos os países a ratificar e implementar a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. As suas medidas inovadoras nas áreas da prevenção, a criminalização, cooperação internacional e recuperação de ativos têm feito importantes avanços, mas há muito mais a fazer», diz Ban Ki-moon.

O setor privado tem também um «papel crucial» e os «funcionários públicos, bem como os funcionários eleitos, devem pautar a sua ação pela ética, transparência e responsabilidade», acrescentou.

No próximo ano, o mundo, sublinha o secretário-geral da ONU, vai ter uma nova agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015.

«O nosso objetivo é capacitar os indivíduos e catalisar os governos, o setor privado e da sociedade civil para ajudar a tirar milhões de pessoas da pobreza, proteger o planeta e alcançar a prosperidade partilhada e dignidade para todos. Eliminar a corrupção e os seus impactos nocivos será crucial para o nosso bem-estar futuro», frisou.

Na terça-feira, 9 de dezembro, assinala-se o Dia Internacional Contra a Corrupção.