Pessoas fugiram das suas casas para a rua, objetos cairam ao chão, são os primeiros relatos feitos pela agência de informação norte-americana Associated Press sobre o que se no momento do sismo na Birmânia.

O centro norte-americano de monitorização da atividade sísmica mundial, United States Geological Survey, registou o sismo de magnitude 6,8 na escala de Richter, que abalou a Birmânia, hoje oficialmente República de Myanmar, país do sudeste asiático.

Até ao momento, há registo da morte de um homem de 22 anos atingido pelo desmoronamento de um edifício na cidade de Pakokku. Já no vizinho Bangladesh, segundo a comunicação social local, 20 pessoas ficaram feridas quando fugiam, na capital, Dhaka.

Tratou-se de um sismo com epicentro a uma profundidade de 84 quilómetros, motivo pelo qual, não há ainda sinais de destruição reportados, nem relato sobre eventuais vítimas.

De acordo com jornalistas da agência France-Presse o abalo foi sentido na capital tailandesa, Banguecoque, tal como em Yangon (antiga Rangoon), a principal cidade da Birmânia.

Templos atingidos

Na cidade histórica de Bagan, visitada por milhares de turistas, com mais de dois mil templos budistas, o terramoto causou estragos em dezenas de monumentos.

De acordo com um porta-voz do departamentode arqueologia de Myanmar, ouvido pela BBC, 66 santuários foram atingidos. Através dos canais d internet, como o Twitter, várias pessoas têm partilhado imagens de nuvens de fumo sobre pagodes budistas.

A estação britânica BBC dá também nota de que o abalo foi sentido em zonas do Bangladesh e Índia.

Até ao momento, não há conhecimento da existência de vítimas, nem do estragos eventualmente causados por este sismo, um fenómeno com alguma frequência na Birmânia.