O Hezbollah anunciou hoje, em comunicado, a morte de um dos seus principais chefes militares, Mustafa Badreddine, na terça-feira, na Síria.

Num primeiro comunicado, o movimento xiita libanês indicou que Mustafa Badreddine, que participou na maioria das “operações de resistência islâmica desde 1982”, morreu na sequência de um ataque aéreo israelita, mas, depois, num segundo comunicado, disse que o comandante morreu devido a uma “grande explosão” perto do aeroporto de Damasco.

“As informações recolhidas no decurso de uma investigação preliminar relevam que uma grande explosão visou uma das nossas posições perto do aeroporto internacional de Damasco, matando o comandante irmão Mustafa Badreddine e ferindo outras pessoas”, indicou o movimento que combate os rebeldes na Síria, ao lado das tropas do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

O Tribunal Especial para o Líbano, criado em 2007 por decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, considerou Badreddine um dos cinco mentores e executores do assassínio do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri, em 2005, com um carro-bomba em Beirute.

Ainda na Síria, extremistas islâmicos da Al-Qaeda mataram 19 civis na cidade de minoria alauita onde nasceu o Presidente Bashar al-Assad, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A organização humanitária acrescenta que várias pessoas foram raptadas depois de combates em que morreram oito soldados das forças de Damasco que tentavam defender a zona da cidade de Al-Zara, na província de Hama, que foi atacada.

“Durante o ataque, eles [Al-Qaeda] entraram em várias casas e mataram a tiro, pelo menos, 19 civis, entre os quais seis mulheres”, sublinha o responsável pelo observatório, Rami Abdel Rahman.

Bélgica e Japão juntam-se à coligação

O Governo belga decidiu hoje participar em ataques aéreos contra posições do autoproclamado Estado Islâmico na Síria com seis aviões de combate F16, devendo as operações ter início em julho, confirmou o ministro da Defesa, Steven Vandeput.

A decisão, tomada por uma comissão ministerial, e que terá ainda de ser confirmada pelo parlamento federal belga, vai ao encontro do pedido dos Estados Unidos, que solicitara formalmente à Bélgica o envio de aviões de combate para a Síria.

Até agora, a Bélgica bombardeara posições do grupo extremista islâmico apenas em território iraquiano, e a decisão de intervir igualmente na Síria, tal como pedira expressamente Washington, ocorre menos de dois meses depois dos atentados terroristas em Bruxelas de 22 de março, reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico, que causaram 32 mortos e dezenas de feridos.

Também o Japão vai juntar-se ao grupo liderado pelos Estados Unidos e Rússia que na terça-feira se vai reunir com as partes envolvidas no conflito na Síria a fim de salvar o processo de paz.

Tóquio vai participar no encontro que terá lugar em Viena, depois de ter recebido um convite por parte dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e dos Estados Unidos, Sergei Lavrov e John Kerry, respetivamente, indicaram fontes diplomáticas à emissora estatal japonesa NHK.

O país asiático juntar-se-à assim à Holanda, Áustria e Austrália, também recentemente convidados para participar no encontro, num total de duas dezenas de países da Europa e da Ásia com influência sobre as partes envolvidas no conflito na Síria.