Duas ativistas feministas foram presas, depois de interromperem uma conferência sobre o papel das mulheres muçulmanas, em Paris. As duas manifestantes irromperam pelo palco, em “topless”, enquanto dois clérigos discursavam, sendo retiradas imediatamente do palco. Um vídeo filmado no momento mostra que foram vítimas de várias agressões.

As ativistas pertenciam ao grupo Femen e, segundo Inna Shevchenko, a porta-voz do movimento, interromperam a conferência quando os clérigos discutiam se os muçulmanos “devem bater nas mulheres ou não”. Nessa altura, as duas protestantes despiram os trajes muçulmanos e invadiram o palco, seminuas, entoando slogans feministas.
 
Uma delas tinha escrito no corpo “Ninguém me subjuga”, noutra podia ler-se “Eu sou o meu próprio profeta”.

Depois de se apoderarem do microfone foram retiradas violentamente do palco por 15 homens e foram entregues às autoridades.

Um vídeo tirado no momento mostra um homem a dar um pontapé numa das mulheres. Segundo a porta-voz do grupo, durante o episódio, muitos homens gritaram palavras ofensivas como “prostitutas” ou “matem-nas”.




Depois de serem detidas, as duas ativistas foram libertadas, mas continuam sob investigação policial, uma vez que os organizadores da conferência afirmaram apresentar queixa contra as mulheres.

Alguns utilizadores, no Twitter, pediram para que as ativistas fossem apedrejadas ou violadas pelo sucedido.

Segundo o The Telegraph, foi assinada uma petição online por quase 6.000 pessoas para que a conferência não se consumasse, devido às afirmações controversas proferidas por um dos convidados a discursar, que disse que cozinhar e fazer compras eram “atividades femininas”. Outro declarou que as mulheres deveriam usar véus a tapar a cara  sob pena de irem para o inferno ou serem violadas noutra vida.