Um Tribunal alemão apoiou a decisão de uma escola em Osnabrück, no norte da Alemanha, que decidiu expulsar uma estudante por usar niqab, um véu tradicional muçulmano que cobre todo o rosto, exceto os olhos.

Foi a estudante que levou o caso a Tribunal, mas acabou por não comparecer na audiência. O mediatismo que o caso gerou estará na origem dessa ausência.

Sobre a mesma, apenas se sabe que tem mais de 18 anos e que frequentava esta escola noturna, que é uma alternativa para muitas mulheres que não conseguiram obter o diploma durante a adolescência.

A estudante terá avisado, a quando da matrícula, em abril, que iria utilizar o niqab, alegando razões religiosas.

O caso surge numa altura em que se debate, na Alemanha, que tipos de véus podem usar as mulheres muçulmanas naquele país.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, defendeu na última semana a interdição parcial da burca. O governante apelou ao debate sobre o assunto, justificando a medida como uma questão de integração.

Em França, por exemplo, a proibição foi determinada no antigo governo de Nicolas Sarkozy, em 2010. O governo francês considerou que a utilização da burca ou do niqab era não só uma afronta aos princípios seculares do Estado, como um ato degradante para as mulheres.