Uma jovem veterinária indonésia foi espezinhada até à morte por um elefante "sumatra" do qual cuidava, anunciaram esta quarta-feira as autoridades citadas pela agência France-Presse.

Octovia Wara Hapsari Esthi, de 24 anos trabalhava para o centro turístico “Gajah Mungkur Dam”, na ilha de Java, no qual cuidava de dois elefantes, um dos quais se tornou violento.

"Um dos elefantes tornou-se subitamente feroz ", disse o responsável do centro turístico, Pardiyanto. "O elefante atirou um `mahout` [tratador] das suas costas para o chão e atacou Esthi, que estava ao lado," acrescentou.

As autoridades estão a investigar por que razão o elefante de 5,5 toneladas ficou violento de repente, depois de ter interagido calmamente com a veterinária momentos antes.

O gabinete local de conservação disse que o elefante, transferido pouco semanas antes de um jardim zoológico para o centro turístico, tinha confrontado várias vezes os cuidadores por ele responsáveis no passado.

Os elefantes da espécie "sumatra" estão, de acordo com a União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), classificados como gravemente ameaçados.

Outra agência de proteção dos animais, a WWF (World Wildlife Fund), estima que existem entre 2.400 a 2.800 elefantes daquela espécie no meio selvagem da Indonésia.

Os conflitos entre elefantes e humanos estão a aumentar com a expansão da população e relativa aproximação do habitat do animal. Os elefantes são frequentemente ameaçados e caçados, tanto pela população local, que os vêem como animais que destroem as colheitas como por caçadores de marfim.