Alexis Keslar passeava com os filhos de 18 meses junto ao canal em Yuma, no Arizona, Estados Unidos, quando foi atacada por uma abelha. Ao tentar afastar o inseto, largou o carrinho que transportava os bebés e este acabou por cair no canal. O acidente aconteceu na passada sexta-feira, mas só esta segunda-feira foi noticiado que se tratavam de duas crianças.

Segundo o comunicado da polícia de Yuma, as crianças - Silas e Eli Kesla - estavam presas pelo cinto no momento em que o carrinho caiu na água.

A mãe, de 26 anos, entrou de imediato na água para tentar salvar os filhos, mas, «devido à força e profundidade da água, e à inclinação das margens do canal, não o conseguiu fazer».

«O carrinho foi levado pela corrente. Depois de lutar para sair do canal, a mãe pediu ajuda de imediato», revela o mesmo comunicado. Segundo as autoridades, Alexis perdeu o telemóvel na água, mas foi auxiliada por pessoas que trabalhavam perto do canal e a ouviram pedir ajuda.

Quando as autoridades chegaram ao local, o sistema de irrigação do canal foi desligado para ajudar a abrandar a força e a quantidade de água. Apesar de a medida ter «ajudado as autoridades a localizar e retirar as crianças da água», o salvamento demorou mais de uma hora.

Os dois bebés foram transportados de helicóptero para o centro médico regional de Yuma, onde foi declarado o óbito.

Segundo a polícia, as autópsias aos bebés mostram que as mortes foram provocadas por afogamento acidental e que não há suspeita de crime.

«Não vemos qualquer indício de atividade criminosa», afirmou o comandante Don Willits, em declarações à imprensa.


A polícia deixa o alerta para quem costuma passear ao longo do canal, pedindo-lhes precaução perto da água para evitar acidentes como este.

«Muitas pessoas não compreendem a corrente que estes canais têm nem a profundidade deles», afirmou a polícia, acrescentando que é «muito difícil conseguir sair dos canais».


A tragédia deixou chocada a cidade de Yuma e uma amiga da família criou uma página para angariar dinheiro para as despesas médicas e para o funeral das crianças, que, até ao momento, já recebeu mais de 25 mil dólares (cerca de 23 mil euros).

«Nenhum pai deve perder um filho. Isto é muito, muito difícil para mim, porque aqueles meninos significavam muito para tanta gente», afirmou Marlene Gleim à KYMA.