Dezasseis pessoas morreram, na noite de terça-feira para quarta-feira, quando homens não identificados atacaram uma concentração de apoiantes do Presidente egípcio, Mohamed Morsi, no Cairo, anunciou o Ministério da Saúde.

«Dezasseis pessoas foram mortas e 200 ficaram feridas num ataque contra uma manifestação de apoio ao Presidente Morsi nos arredores da Universidade do Cairo», informou a televisão oficial, citando o Ministério.

Noutro incidente no Cairo, sete pessoas morreram na terça-feira em confrontos entre apoiantes e opositores do Presidente islamita no distrito de Giza (no Sul), que também causou dezenas de feridos, alguns feridos com gravidade por balas, relataram fontes médicas à AFP.

Entretanto, o chefe das Forças Armadas egípcias, Abdel Fatah al Sisi, garantiu que os militares irão sacrificar-se pelo Egito, considerando ser «mais honroso morrer do que ver o seu povo sentir-se aterrorizado ou ameaçado».

Em reação ao discurso à nação do Presidente egípcio, Mohamed Morsi, Al Sisi divulgou na página das Forças Armadas no Facebook um comunicado intitulado «As horas finais» em que jura que o Exército «sacrificará o seu sangue pelo Egito e o seu povo contra cada terrorista, extremista ou ignorante».