Foi precisamente há um ano que ganhou nome e título: Filipe VI, Rei de Espanha.

Com passos firmes, já garantiu a inscrição do nome na História da Coroa espanhola, um ano depois, a opinião parece ser unânime: Filipe é um bom monarca e recuperou a dignidade para a Casa Real.
 
De acordo com uma sondagem recente, Filipe VI conseguiu reconquistar parte da popularidade perdida durante o reinado de Juan Carlos. No poder durante perto de 40 anos, os escândalos não pouparam o pai do atual Rei e, no auge da crise económica em Espanha, foi a caçada ao Botswana acompanhado da amante de há anos, que acabou por ditar a abdicação.
 
Filipe VI era o sucessor e, quando tomou o lugar do pai no trono, prometeu aos espanhóis mais proximidade, mais respeito, mais dignidade e, sobretudo, maior transparência.

E é neste último capítulo que tem dado mais provas. Desde que recebeu a faixa de capitão geral dos exércitos, o monarca já reduziu o salario da família real em 20%, já fez auditorias independentes às contas da coroa e não vacilou no caso de corrupção que envolve o cunhado e a irmã. Retirou o título à Infanta Cristina, que já não é Duquesa de Palma.
 
Filipe VI foi preparado toda a vida para o papel que hoje desempenha: ser Rei.

Tinha 13 anos quando presidiu ao primeiro acto oficial, estudou nas melhores escolas e universidades, fez estudos militares.

Agora é rei, mas ainda é entre os mais velhos que é mais aceite e isso coloca novos desafios à monarquia.
A realidade é que os jovens que hoje já votam nunca viveram a ditadura do General Franco, não se recordam da transição de regime, nem se lembram do papel fundamental da Coroa espanhola na união do país.

A recuperação da popularidade quer para a Casa Real, quer para o reinado de Filipe VI são bons indícios, mas a mudança no espetro político espanhol podem complicar a vida ao monarca.