A polícia federal belga fez intensas buscas na vila de Molenbeek-Saint-Jean, em Bruxelas, durante toda a manhã. Apesar de alguma especulação nos media sobre um homem alegadamente detido, a polícia esclareceu que não tratava do irmão de um dos bombista-suicidas dos atentados de Paris que está em fuga e que é considerado “perigoso”. 

Salah Abdeslam  é irmão do bombista Ibrahim Abdeslam, também referido como Brahim Abdeslam, e de outro, Mohamed, que foi libertado nesta segunda-feira sem nota de culpa sobre os atentados, segundo disse o seu advogado à AFP

Além de Mohamed Abdeslam, outras pessoas que estavam detidas foram libertadas na Bélgica, num total de cinco. Outras duas pessoas, detidas no fim de semana, ficaram detidas e foram acusadas de terrorismo

Neste momento, Abdeslam Salahé um dos homens mais procurados. 

Ontem havia informações, não confirmadas, de que teria conseguido fugir para Espanha. No entando, sabe-se que a célula terrorista que coordenou os atentados veio desta vila belga, local onde residiam pelo menos três dos terroristas que se fizeram explodir em Paris. O mentor destes atentados também é belga.

Apesar de não ter havido detenções, uma imagem registada por um jornalista da Euronews levantou suspeitas de um homem levado pela polícia. 
 
As autoridades procuram por Abdeslam Salah, com mandado de busca internacional. Este belga, de origem árabe, está a ser procurado por envolvimento nos atentados de Paris da última sexta-feira, dia 13.

O autarca de Molenbeek, Françoise Schepmans disse à estação de TV belga que a operação terminou ao final da manhã. 

Em Molenbeek-Saint-Jean, mais de uma centena de polícias fizeram buscas e fecharam ruas fechadas, como a rua Delaunoy, segundo informou a televisão estatal belga. Um pacote suspeito foi encontrado na zona das buscas, mas não foi confirmado do que se tratava. Um dos locais debaixo de investigação policial é a mesquita de Al-Khalil, que se encontra, aliás, a poucos metros do local onde se concentram as buscas.

Face à forte presença de jornalistas junto às buscas, as autoridades solicitaram que não se registem imagens em direto, pois podem comprometer a investigação.