O presidente do Egito, Mohamed Morsi, recusa demitir-se, apesar de se aproximar o prazo dado pelo exército para responder às reivindicações de milhões de egípcios, que exigem novas eleições.

O ultimato militar termina esta quarta-feira à tarde, um momento aguardado com grande expetativa no país, onde as manifestações continuam.

A imprensa egípcia diz que os generais se preparam para impor um plano de transição, de seis a 12 meses, mas não se sabe que medidas concretas serão tomadas, numa altura de violência crescente.

Esta terça-feira, 16 pessoas morreram numa manifestação pró-governamental, na Universidade do Cairo, e outras sete no resto do país.

Estes incidentes aconteceram depois de Mohamed Morsi ter assegurado que está disposto a defender a legitimidade do mandado com a própria vida.